Felicidade nossa eterna busca e construção

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Olá galera depois de um tempo sem postar estou de volta e espero que esse ano de 2011 continuemos na nossa árdua missão de pensar o mundo , a vida, a existência por mais angustiante que isso seja,mas extremamente necessário com vistas ao início de caminhada no que diz respeito ao auto-conhecimento.

Gostaria então que pensássemos na idéia de felicidade. Difícil missão, mas possível se falarmos em considerações e não em afirmações. Isso porque esse conceito tão debatido e por demais complexo exige muita cautela, imagino, seja no aspecto social ou na nossa singularidade.

Pois bem, quem não se indagou sobre a origem da felicidade? Ou se ela realmente existe? E se existe, seria como idealizamos? Ser feliz era tido como a plena realização dos anseios humanos e isso englobava condições sociais, financeiras, auto-conhecimento, boa convivência com as pessoas e um sentimento pleno de satisfação em que nada faltasse.

Nesse contexto, é que vem a pergunta: É possível isso para algum mortal? Acredito que não! Mas, então é possível ser feliz? Acredito que sim! É possível viver com intensidade os bons momentos que a vida nos dá, o que para mim, já corresponde ao conceito de felicidade.

Em Freud, pai da psicanálise, a felicidade tem haver com o desejo e assim sendo, é medido pelo alcance daquilo que nos falta. Acontece que, a satisfação do desejo é sempre adiada e nunca atingida, portanto, no fundo, o desejo busca o impossível e a felicidade então, ficaria comprometida. Kant, Filósofo, diz entre outras coisas que ninguém pode nos obrigar a ser feliz à maneira deles.

Nós  que pretendemos lugar na sociedade, que buscamos nossas ideologias e direitos, que vamos construindo e procurando impor a trancos e barrancos nossa posição social, temos condições de ser felizes ? Sim! Em minha opinião.

Na medida em que nos propomos a pensar estratégias pra nos fazer respeitar, no momento em que aproveitamos ao máximo nossos amigos, amores,por mais que efêmeros, quando nos permitimos ser quem realmente somos independentes do que o outro vai pensar de nós,quando traçamos, lutamos e conquistamos os nossos objetivos pessoais, estamos construindo a nossa felicidade.

De certo, como ponderou Kant, existem formas de se alcançar essa sensação de bons momentos que comumente chamamos de felicidade, ou seja, faz parte do anseio humano e é nossa responsabilidade exclusiva, a sua busca.

Penso que podemos a nosso modo particular, identificar o que nos faz bem, sem prejudicar o outro, o que podemos implementar para auxiliar a nossa construção de satisfação, que embora não possa ser plena, pode ser intensa se bem vivida.

É preciso arregaçar as mangas e ir à busca daquilo que nos faz bem, dos nossos direitos e objetivos e vencer as barreiras do preconceito, da desconfiança. Claro que a felicidade não pode ser produto de uma alienação, enganação ou delírio, mas fruto de um conhecimento de si mesmo, do outro e do mundo. Vamos então nessa construção?

Abraços!

terça 01 março 2011 22:27


Ética ou Moral?

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Bom galera, nesse artigo queira discorrer sobre uma questão que sempre foi confundida ou tida como sendo de mesma natureza, por sua característica de justaposição, que é a Ètica e a Moral.

Bem, creio que seja importante pensarmos na diferença existente entre ética e moral.A ética pode ser entendida como a ciência de gestão do comportamento moral dos sujeitos e já a moral quer dizer costume,valores adquiridos e transmitidos por legado.

Dessa forma a moral sendo eminentemente prática sempre acompanha o ser humano saudável dando-lhe valores individuais e de convívio coletivo, mas a Ética surgiu como investigação teórica das normas morais.

Pois bem, nesse contexto em que a ética julga os valores morais de cada um é que suscitam uma série de questionamentos. É ético isso? ou aquilo? e os juízos de valores são feitos, como bem mencionou o professor Muniz Sodré numa palestra que vi, de forma atrasada, equivocada por não conter a profundidade de análise necessária para tal.  Antes de pensarmos sobre a ação moral de alguém atribuindo-lhe sentido de ético ou não é preciso ,pelo menos conhecer um pouco do universo a que esta pessoa esta submersa.

Óbvio que não se trata de perder os valores socialmente sugeridos, desde que eles sejam válidos, mas sim ampliar a nossa capacidade de reflexão e validação ou não desses comportamentos antes de rotulá-los de éticos ou não.

Certo é que toda nossa bagagem cultural,que constitui nossa moral são importantes na nossa formação como sujeito o esclarecimento é que no fará nos entender e saber se temos ou não tido comportamentos éticos no nosso dia-a-dia. Eis então nosso desafio!

abraçoss!!!

quinta 14 janeiro 2010 21:05


A Formação do Sujeito hoje

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Pensar o sujeito no mundo Pós Moderno implica entender os desdobramentos e mudanças que o impuseram dessa forma e, sendo assim, perpassa por entender que houve uma mudança na idéia de se ver o sujeito. Nas sociedades tradicionais o que determinava quem era  sujeito e quem era indivíduo, ou seja, quem merecia mérito e atenção era berço familar, status, posição social isso bastava.

Com o passar dos anos, ese sujeito passa a ter sua constituição ligada a seu entendimento singular, a formação independente de suas ações e nem tanto por transmissão de um legado cultural familiar, ou seja, entra em cena "O sujeito Autônomo", que embora marcado pelo meio em que vive, imprime sua forma de ser e agir através da experiência consigo mesmo, com o corpo e com o mundo.

Poxa! que coisa legal seria se essa experiência viesse acompanhada de uma reflexão sobre si mesmo! sobre sua percepção como parte integrante do mundo dentre outras, mas não! o que há nese momento é a ruptura de alguns valores pessoais , uma desvalorização de si mesmo, uma irracionalidade de gênero, uma insuportabilidade da diferença, incapacidade de falar sobre si, buscar o conhecimento , vivenciar seus conflitos e dele tirar proveito e lições para seguir uma caminhada evolutiva do ser.

O mundo onde a velocidade, a superação, a tecnologia suscita um ser ,que agora ostenta a condição de "arquiteto da própria sorte", que  pode exercer o direito de escolha, é o mesmo mundo que sugere a angústia como elemento desencadeador da depressão, da inutilidade.

 É essa nova forma de se posicionar no mundo que diz o tempo todo que é melhor "ter" do que "ser" e que pra estar bem é necessário obedecer a determinados padrões e normas pré-estabelecidos.

A depressão, companheira constante de muitos, representa então e a partir daí o que poderíamos chamar de "expressão do fracasso do nosso imaginário", que sempre nos convida a ser,necessariamente, bem sucedidos. Depois disso, pronto! o sujeito somatiza os sintomas da alma, como por exemplo,se nos séculos passados os sujeitos tinham  tristeza  hoje, a "bola da vez" é o estresse, a subjetividade é esquecida e a idéia de medicar a vida torna-se mais intensa.

Me permito nessa loucura de pensar, citar Lacan quando afirma que "ceder na via do nosso desejo produz depressão" isso porque a essa altura e, considerando que os conflitos pós-modernos ocorrem a toda hora, o sujeito passa a ter uma percepção de tempo que não passa e não passa porque há sempre  uma ausência de perspectiva do depois.

Penso que seja mais ou menos por aí a constituição do sujeito que temos hoje. Claro é uma questão que ainda dá "pano pra manga" em termos de discussão e análise. DIzer que facilmente podemos nos livrar de nossos medos,depressões,imposições culturais e normativas não é plausível, mas só o reconhecimento disso quem sabe não produza, em nós a vontade de buscar uma alternativa de vida mais equilibrada e como desejava Habermas nos tornarmos de fato, sujeitos autônomos e competentes capazes de discutir e revalidar as regras sociais e, assim, revitalizar a própria sociedade?

Abraçossss a todos e valew !!!!!!!!!!!!!!

 

 

quarta 13 janeiro 2010 17:59


A natureza do Pensar

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Pensar...!!!

Condição que nos possibilita a existência, "Penso, logo existo! Fator que nos diferencia dos demais animais por nos dá a condição atribuir significado às coisas sob a ótica da compreensão do universo simbólico que sempre nos rodeia.

Mas, também é a porta de entrada à angústia que, inerente à condição de pensar, nos coloca em confronto conosco mas, permite o início da busca do auto conhecimento desde sempre recomendado através do "Conheça-te a ti mesmo!".

Dito isso, aventuremo-nos pois nesse campo, por vezes inquietante e transgressor,mas belo por essência e objetivo!!!

quarta 13 janeiro 2010 16:50



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